17 de fevereiro de 2014

Senadora critica Ministério da Saúde por limitar mamografias apenas a mulheres acima de 50 anos

Ana Amélia enfatizou em discurso que quanto mais cedo for detectada a doença, maiores são as chances de cura


A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou nesta quinta-feira (6) portaria do Ministério da Saúde que corta o repasse de verbas para municípios custearem mamografia para detectar o câncer de mama em mulheres entre 40 e 49 anos, e a restringe às mulheres de 50 a 69 anos. A progressista gaúcha advertiu que a decisão do governo federal vai contra a Lei 11.664, de 2008, que garante o direito a mamografia gratuita a todas as brasileiras a partir dos 40 anos. Por isso, a senadora pediu estudo para ver que medida pode ser adotada para anular a portaria editada em novembro de 2013.

Ana Amélia criticou decisão do Ministério da Saúde que impede mamografias em mulheres com 49 anos ou menos

Ana Amélia criticou decisão do Ministério da Saúde que impede mamografias em mulherescom 49 anos ou menos.


A progressista gaúcha destacou estudo que mostra que 42%  dos casos de câncer de mama em Goiânia ocorrem em mulheres com menos de 49 anos. Por isso, na prática, a portaria do Ministério da Saúde nega às mulheres com menos de 50 anos a prevenção e o tratamento precoce do câncer de mama.
— O levantamento em um grande hospital oncológico de Curitiba aponta que, de 2005 a 2009, 39,8% das pacientes  operadas com diagnóstico de câncer de mama tinham até 49 anos. Então, eu queria fazer esse alerta porque penso que [a portaria] é contraditória com a lei preexistente  garantindo prevenção ás mulheres com mamografia.
Ana Amélia contou que a portaria ainda estabelece que os municípios têm a opção de arcar sozinhos com os custos de mamografias para mulheres com até 49 anos, mas poderão pagar o exame de um seio apenas. Segundo a senadora, isso sobrecarrega os municípios, que já sofrem com a falta de recursos, e ainda reestabelece um procedimento muito criticado pelos médicos: a mamografia unilateral, em somente uma das mamas.
Fonte: Agência Senado com Assessoria de Imprensa


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