A luta pela
autonomia e empoderamento feminino tem sido uma tõnica nos discursos proferidos
em diversos setores da sociedade. Empoderar as mulheres e promover equidade de
gênero em todas as atividades sociais e da economia são necessidades urgentes e
fundamentais para reduzir o abismo que separa homens e mulheres nessa estrutura social entremeada pelo
sexismo
São formas de aprisionar
Autonomia
econômica e valorização do trabalho das mulheres são condições fundamentais
para empoderá-las. Porém, não são as únicas ações necessárias . De acordo com a
Secretária da Mulher de Pernambuco, Sílvia Cordeiro, é preciso investir em
políticas de capacitação que incentivem a mulher a buscar a independência
financeira e quebrarem os ciclos da violência. “ A autonomia financeira é
extremamente importante para qualquer mulher, mas são necessárias outras ações
que possam contribuir para o empoderamento das mulheres e promover a igualdade
de gênero”, afirma.
Para tanto, a
secretaria desenvolve uma série de projetos que visam contribuir para a
construção da autonomia e do empoderamento das pernambucanas. Um deles é o
programa de Apoio a à Qualificação, que tem como meta a qualificação
profissional das mulheres, bem como sua inserção em condições de igualdade nas
oportunidades e postos de trabalho no Estado de Pernambuco, contribuindo também
para a inserção das mulheres em postos de trabalho tradicionalmente masculinos.
De acordo com a
Diretora geral de enfrentamento à Violência de Gênero Contra as Mulheres de
Pernambuco, Bianca Rocha, a dependência econômica ainda é um dos maiores
motivos de aprisionamento, entretanto, não é o fator único ou determinante. “ o
vinculo afetivo, a baixa auto estima ou histórico de violência familiar são
alguns elementos que causam essa amarra.
Sem dúvidas, a autonomia financeira e uma melhor qualificação profissional
ajudam muito, mas, infelizmente, o problema é mais complexo”, afirma a
diretora.
Segundo ela, os
Centros de referência de Atendimento às Mulheres (CRAMs), especializados no
atendimento de mulheres em situação de violência doméstica ou familiar, são um
serviço público que pode ajudar a mulher a se livrar de qualquer tipo de
aprisionamento e auxiliar na busca pela autonomia. “Os centros oferecem um
serviço especializado que acolhe, orienta e avalia a situação. A partir
daí,nossa rede é acionada e entramos em contato com delegacias,Ministério
Público, oferecemos abrigamento para a mulher e seus filhos, e caso seja
necessário, a incluímos no cadastro preventivo de proteção do Ciodes”, esclarece.
Os centros oferecem também atendimento jurídico e psicológico e , atualmente,
19 CRAMs atuam em Pernambuco, tanto nas cidades da Região Metropolitana, quanto
no interior.
Fonte: Coluna
TJPEnotícias/ FPE/Política Março 20150315
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